Doenças da pele · Dermatologia

10 min de leitura

Cuidados para
evitar
Micoses

Micoses da pele, couro cabeludo e unhas têm tratamentos diferentes. Identificar a área afetada ajuda a escolher os cuidados e acompanhar a resposta.

Neste artigo

O que são Micoses?

Micoses, também conhecidas como dermatomicoses, são infecções causadas por fungos que afetam a pele, os cabelos e as unhas. Os fungos são micro-organismos que existem naturalmente no ambiente e, em alguns casos, até em nosso próprio corpo sem causar problemas.

No entanto, quando encontram condições favoráveis — como calor, umidade e baixa imunidade — esses fungos podem se multiplicar de forma descontrolada, provocando infecções. A tinha pode passar pelo contato com pessoas, animais ou objetos contaminados. Já a pitiríase versicolor e muitas candidíases envolvem fungos que vivem no próprio organismo. Reconhecer qual infecção está presente ajuda a escolher tanto o tratamento quanto os cuidados para evitar novas lesões.

Quem está mais vulnerável às micoses?

Alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver infecções fúngicas:

• Pessoas que usam antibióticos podem ter maior risco de algumas candidíases, pois o medicamento altera o equilíbrio dos micro-organismos do corpo

• Pessoas com episódios recorrentes precisam distinguir nova infecção de irritação ou outra doença; sintomas genitais, por exemplo, não significam automaticamente candidíase

• Pessoas com diabetes ou imunidade comprometida, incluindo quem usa imunossupressores, podem precisar de acompanhamento mais próximo

• Atletas e pessoas que frequentam academias, piscinas públicas e vestiários

Sintomas da Micose

cuidados para evitar micoses

Os sintomas variam conforme o tipo de fungo e a região afetada. Os sinais mais frequentes incluem:

Pés (frieiras ou “pé de atleta”): coceira intensa entre os dedos, descamação, fissuras e vermelhidão. A pele pode ficar esbranquiçada e úmida.

Unhas (onicomicose): alteração na cor (amarelada, esbranquiçada ou acastanhada), espessamento, fragilidade e descolamento da unha.

Corpo: manchas vermelhas arredondadas com bordas bem definidas, principalmente nas dobras da virilha e axilas. No tronco, podem aparecer manchas claras ou escuras com descamação fina.

Couro cabeludo: áreas com falhas de cabelo, descamação e vermelhidão.

Como é feito o tratamento?

O tratamento das micoses depende da localização e gravidade da infecção. Muitas tinhas da pele são tratadas com antifúngicos locais. No couro cabeludo, o medicamento oral costuma ser necessário; nas unhas, a extensão e a confirmação do fungo orientam a escolha entre tratamento local e oral. O medicamento, a forma de aplicação e o tempo de uso acompanham a região atingida.

O tempo de tratamento varia: micoses superficiais na pele costumam melhorar em 2 a 4 semanas, enquanto micoses nas unhas podem exigir tratamento por vários meses.

Durante o tratamento: use o antifúngico pelo período indicado, mesmo que a coceira melhore antes. Se a lesão continua crescendo ou volta, a revisão confere o diagnóstico, a forma de aplicação e possíveis fontes de reinfecção. Pomadas com corticoide não tratam o fungo e podem alterar o aspecto da lesão.

O cuidado começa na avaliação

Um plano de cuidado que começa pela sua queixa

Uma alteração de pele pode chamar atenção pela cor, pelo relevo ou pelo desconforto. O exame relaciona essas características à evolução da queixa para escolher cuidados, tratamento ou investigação quando ela acrescenta informação.

Da alteração ao tratamento
Entender a alteração
Cor, distribuição, textura e sintomas ajudam a distinguir problemas que parecem semelhantes.
Escolher o cuidado
O tratamento tem um alvo: aliviar sintomas, controlar a causa ou melhorar uma característica da pele.
Rever a resposta
A evolução mostra o que melhorou e se o cuidado precisa continuar ou ser ajustado.
Explicação de imagens durante a consulta.
Explicação de imagens durante a consulta.

Como evitar as Micoses

A prevenção é fundamental para evitar as micoses. Como os fungos se proliferam em ambientes quentes e úmidos, alguns cuidados simples podem fazer grande diferença:

Higiene e secagem adequada:
• Seque bem todo o corpo após o banho, especialmente entre os dedos dos pés, virilha e axilas
• Não fique com roupas de banho molhadas por muito tempo
• Troque meias diariamente e prefira as de algodão

Escolha de roupas e calçados:
• Use roupas leves e confortáveis, preferencialmente de algodão, que absorvem melhor o suor
• Prefira tecidos que deixem o suor evaporar e troque a roupa quando ficar úmida
• Alterne o uso dos sapatos, deixando-os arejar por pelo menos um dia antes de reutilizá-los
• Prefira calçados abertos e arejados quando possível

Cuidados em ambientes públicos:
• Use chinelos em saunas, vestiários, banheiros públicos e áreas de piscina
• Após contato com animal com falhas de pelo ou descamação, lave as mãos e providencie avaliação veterinária
• Não compartilhe toalhas, roupas íntimas, chinelos ou objetos de uso pessoal
• Certifique-se de que materiais de manicure e pedicure sejam devidamente esterilizados — ou leve seu próprio kit

Cuidados extras:
• Lave roupas íntimas e meias e deixe-as secar completamente antes de reutilizar
• Mantenha uma boa ventilação em ambientes de trabalho fechados
• Mantenha o tratamento da frieira quando indicada: pele e unhas dos pés podem participar da mesma recorrência

Prevenção

Cuidados para evitar micoses: onde o risco costuma voltar

Tinea / micose: Secagem e troca de roupas ajudam a reduzir umidade; itens de uso individual diminuem o compartilhamento de materiais contaminados. Quando existe uma lesão, o cuidado inclui identificar o fungo e escolher um tratamento para aquela região.

UmidadeDobras, pés fechados, suor e roupa úmida favorecem recorrência.
CompartilhamentoToalhas, calçados e itens pessoais podem participar da transmissão em alguns contextos.
Lesão ativaQuando já há mancha, coceira ou descamação, a prioridade é diagnóstico e tratamento.

Cuidados por região: infecções fúngicas, tinea corporis, micose na virilha, tinea pedis.

Se a alteração reaparece sempre no mesmo local, observe também o que permanece úmido ou em contato com a área durante o dia.

Resposta direta

O que mais ajuda a evitar micoses?

Seque dobras e espaços entre os dedos, troque roupas e meias úmidas e deixe os calçados arejarem. Use chinelos em vestiários e não compartilhe toalhas ou instrumentos de unha. Quando a micose já está presente, completar o tratamento indicado também faz parte da prevenção de novas lesões.

Ver avaliação dermatológica

Regiões do Corpo Afetadas por Micoses

Clique em cada região para ver os sintomas e cuidados específicos

Selecione uma região acima para ver informações detalhadas

Cuidados conforme o contato e a região

Umidade, contato com superfícies e alterações da saúde pedem cuidados diferentes. Cada situação abaixo é ligada à medida que ajuda no dia a dia.

Piscinas, academias e vestiários

Chinelos nas áreas comuns reduzem o contato direto dos pés com o piso. Depois, a secagem entre os dedos ajuda a cuidar da umidade.

Calçados fechados

Alternar pares e trocar meias úmidas permite que o pé e o calçado sequem entre os usos.

Suor e dobras

Roupa seca e secagem delicada cuidam da umidade nas dobras. Suor excessivo persistente pode receber tratamento próprio.

Diabetes ou imunidade comprometida

Feridas e infecções têm acompanhamento individualizado. Dor importante, pus, febre ou vermelhidão que se espalha pedem atendimento prontamente.

Após antibióticos

Antibióticos podem favorecer crescimento de Candida. Placas na boca ou sintomas novos recebem exame para escolher o tratamento adequado.

Toalhas e objetos pessoais

Toalhas, chinelos e itens de cuidado pessoal têm uso individual, com limpeza e secagem após o uso.

Contato com animal com lesões

A origem do contato entra na investigação da lesão. A avaliação da pele e o cuidado veterinário do animal ajudam a interromper novas exposições.

O antifúngico é escolhido conforme o diagnóstico e a região. Pele, unhas, couro cabeludo e boca têm tratamentos e tempos de acompanhamento próprios.

Consulta médica

Trate a micose e cuide da recorrência.

O exame distingue a infecção de outras causas de coceira e descamação. O plano combina o antifúngico indicado com cuidados para pés, unhas, dobras ou couro cabeludo.

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

O exame diferencia as micoses da pele, das unhas e do couro cabeludo. A região e a extensão orientam o medicamento e a forma de acompanhar a melhora.

Dra. Juliana Toma analisa fotos da pele da paciente no tablet
Avaliação fotográfica da pele
Exame da pele do rosto com lupa dermatológica iluminada
Exame com lupa dermatológica
Lago do jardim interno da Clínica Dra. Juliana Toma
Jardim interno

Principais regiões afetadas pela Micose


Boca (Candidíase oral)

A candidíase oral, popularmente conhecida como “sapinho”, é causada pelo fungo Candida albicans. Manifesta-se como placas brancas cremosas na língua, gengivas, céu da boca ou parte interna das bochechas. Também pode afetar os cantos da boca, causando fissuras dolorosas.

Candida pode viver na boca e em outras regiões sem causar doença. O sapinho surge quando há crescimento excessivo, favorecido por situações como uso de antibióticos ou próteses dentárias. O tratamento local ou oral acompanha a região e a intensidade dos sintomas; a higiene da prótese também entra no cuidado quando ela é usada.

Couro cabeludo (Tinea capitis)

A micose do couro cabeludo, chamada tecnicamente de tinea capitis, é mais comum em crianças. É causada por fungos do gênero Trichophyton ou Microsporum.

Os sintomas incluem áreas circulares com queda de cabelo, descamação intensa e vermelhidão. Em alguns casos, pode haver formação de crostas e aumento dos gânglios do pescoço. O tratamento requer antifúngicos orais, pois os tópicos não penetram adequadamente no folículo capilar.

Unhas (Onicomicose)

A onicomicose é a micose das unhas, mais frequente nos pés do que nas mãos. A infecção geralmente começa pela borda livre da unha e avança em direção à base.

Os sinais incluem: alteração da cor (amarelada, esbranquiçada ou acastanhada), espessamento, fragilidade, deformação e descolamento da unha do leito ungueal. Frieira, pequenos traumas e calçados que mantêm o pé úmido podem favorecer a infecção. Alterações de cor e espessura também têm outras causas, por isso a confirmação orienta o tratamento.

Prevenção: Certifique-se de que os instrumentos utilizados em salões de beleza sejam devidamente esterilizados em autoclave, ou leve seu próprio kit pessoal.

Pés (Tinea pedis / Pé de atleta)

Conhecida como “pé de atleta” ou frieira, a tinea pedis é uma das micoses mais comuns. É causada principalmente por fungos do gênero Trichophyton.

Afeta especialmente os espaços entre os dedos, causando coceira intensa, descamação, pele esbranquiçada e úmida, fissuras dolorosas e, eventualmente, mau odor. Pode se espalhar para a planta dos pés e laterais.

O tratamento inclui antifúngicos tópicos por 2 a 4 semanas. Casos resistentes podem necessitar de medicação oral. Secar entre os dedos, trocar meias úmidas e alternar os calçados ajuda a reduzir a umidade durante o tratamento.

Virilha (Tinea cruris)

A tinea cruris afeta a região da virilha, podendo se estender para as coxas e nádegas. É mais comum em homens e em pessoas que praticam atividades físicas intensas.

Caracteriza-se por manchas avermelhadas com bordas bem definidas e elevadas, acompanhadas de coceira intensa. O uso de roupas molhadas ou muito apertadas favorece seu aparecimento.

O antifúngico é usado pelo tempo indicado para o produto, mesmo quando a coceira já melhorou. A duração não começa a contar novamente quando os sintomas somem. Trocar a roupa úmida após o treino, secar a virilha com delicadeza e tratar a frieira associada ajudam no cuidado de recorrências.

Tronco e costas (Pitiríase versicolor)

A pitiríase versicolor, conhecida popularmente como “micose de praia” ou “pano branco”, é associada a leveduras do gênero Malassezia, anteriormente descritas como Pityrosporum. Esse fungo faz parte da flora normal da pele, mas pode se proliferar em excesso em condições de calor e umidade.

A pitiríase versicolor se relaciona à Malassezia presente na própria pele. Após exposição solar, o contraste pode ficar mais visível porque a área afetada bronzeia de forma diferente.

Os sintomas incluem manchas arredondadas de coloração variável (branca, rosada ou acastanhada) com descamação fina, principalmente no tronco, ombros, pescoço e braços. O tratamento usa antifúngicos locais ou, em situações selecionadas, orais. A cor pode demorar semanas ou meses para se uniformizar mesmo depois do controle do fungo; a revisão considera a descamação e a evolução das manchas, evitando repetir remédio apenas pela cor que ficou.

QUANDO PROCURAR UM DERMATOLOGISTA?

O exame orienta o cuidado conforme a região e a evolução:

• Persistência ou recorrência: revisar diagnóstico, aplicação e duração do medicamento.
• Área extensa ou em expansão: avaliar a necessidade de tratamento oral e outras causas.
• Pus, dor intensa ou febre: procurar atendimento prontamente para investigar infecção associada.
• Diabetes ou imunidade comprometida: individualizar o tratamento e o acompanhamento de feridas.
• Unhas: confirmar a causa e acompanhar a faixa de crescimento ao longo dos meses.
• Couro cabeludo com queda: examinar os fios e escolher tratamento que alcance o folículo.

Na Clínica Dra. Juliana Toma, localizada na Alameda Jaú, 695 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01420-003 – São Paulo, oferecemos diagnóstico preciso por meio de exame clínico e, quando necessário, exame micológico direto e cultura. A Dra. Juliana Toma (CRM-SP: 156490, RQE: 65521), médica dermatologista especialista, elabora o plano de tratamento mais adequado para cada caso.

Depois do controle da infecção, a cor e a textura podem precisar de acompanhamento próprio. Na pitiríase versicolor, a cor costuma levar mais tempo para se uniformizar. Em outras marcas residuais, o exame distingue pigmentação de doença ainda ativa antes de escolher o cuidado. A clínica dispõe do Discovery Pico, laser de picossegundos da Quanta System, para pigmentação selecionada; sua indicação depende da causa da mancha e da recuperação da pele.

Cuidado individual

O tratamento acompanha a região afetada.

Pele, unhas e couro cabeludo têm ritmos de resposta diferentes. O acompanhamento confere a melhora da lesão e adapta os cuidados que ajudam a evitar que ela volte.

Lesões Suspeitas de Micose: Quando Procurar Avaliação

Há febre, pus, dor importante ou vermelhidão se espalhando?

Precisa de uma avaliação dermatológica?

A Dra. Juliana Toma avalia a região afetada e direciona o tratamento da micose, junto dos cuidados de secagem, roupas e calçados que ajudam na recorrência.

📱 Agendar pelo WhatsApp

Dra. Juliana Toma | CRM-SP: 156490 | RQE: 65521
Alameda Jaú, 695 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01420-003 – São Paulo – SP

Centro de Excelência em Dermatologia

Cuide da sua pele com orientação individual

Agende sua consulta particular com a Dra. Juliana Toma no Jardim Paulista para avaliar a alteração e conhecer as opções de cuidado para a sua pele.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Dra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Fotografia · ConsultaDra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
Conhecer a formação da médica

Perguntas frequentes

Preciso chegar com um diagnóstico ou tratamento escolhido?

Não. A avaliação pode começar pela alteração que você percebeu e pelo que deseja melhorar. O diagnóstico e as opções são discutidos a partir do exame da pele.

Toda queixa precisa de exames complementares?

A avaliação clínica já esclarece muitas alterações. Um exame adicional é escolhido quando pode responder a uma dúvida específica e mudar a conduta; não existe um pacote único para todas as queixas.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Fotografia da clínica · AmbienteÁtrio da clínica na Alameda Jaú, 695.
Foto e descrição

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Abrir imagem original (nova aba)
Consulta
Atendimento particularCom hora marcada
Localização
Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

Na mídiaConhecer participações na imprensa